Crise hídrica persiste com ações ineficazes do governo

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Crise hídrica persiste com ações ineficazes do governoSegundo Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumir (Idec), as chuvas que ocorreram acima do previsto para o mês de novembro, ainda assim não foram suficientes para acabar com a crise hídrica no sudeste.

“Tá Faltando Água” é o nome do aplicativo que pode usado por qualquer morador para avisar quando houver falta de água. A partir disso, o Idec, em parceria com a Aliança pela Água desenvolveu um mapa apontando os locais de incidência desse problema e foram registrados 12.943 casos de falta de água no país. Por conta do agravamento da crise nos últimos dos anos, um dos locais com maior número que casos registrados no aplicativo é a Grande São Paulo, desse total de casos, cerca de 7 mil partiram dessa região.

Embora a mídia faça parecer que a situação está mais controlada, é importante lembrar que o sistema Cantareira ainda está no volume morto e para que pudéssemos nos tranquilizar mais em relação a isso, seria necessário que essa situação fosse revertida ainda nesse verão.

Nos últimos dez dias, por exemplo, o nível do reservatório Cantareira tem subido apenas 0,1 por dia e com esse ritmo será impossível atingir o nível esperado para que possamos considerar a situação mais amena, ou seja 30 ou 40 por cento do volume normal

Ainda segundo Oliveira, as ações de resposta do governo fornecidas pela Sabesp não são eficientes “Hoje, de toda a água que tratamos e colocamos na rede, em São Paulo, as perdas são de 30%. Além disso, nosso sistema de tratamento de esgoto, na Grande São Paulo, não trata nem mesmo 30% da água”.

Pelo menos a curto prazo, não temos perspectiva de reverter essa situação. Esperamos que o governo tome as medias necessárias para diminuir o desperdício, bem como uma conscientização da população. Com as ações sendo feitas por ambos os lados é possível reduzir tanto o desperdício por parte dos cidadãos quanto da água que é perdida nas redes, já que cerca de 30% de toda a água que recebe tratamento acaba se perdendo nas redes através de vazamentos. Cabe ao governo os ajustes e melhorias necessárias para reformulação dessas redes. No entanto essas medidas não estão sendo tomadas. O governo apenas tem realizado obras de transposição que além de serem concluídas com atraso, dão errado.

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